Emissões do Setor Elétrico norte-americano voltam a crescer

Autor: Henrique Pereira | hpereira@waycarbon.com

O Departamento de Energia (DOE) do Governo dos Estados Unidos publicou, na última segunda feira (13), os dados de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do setor elétrico do país. Após cinco anos de queda, as emissões do setor elétrico cresceram 2% em 2013. A principal razão para esse aumento foi a maior participação do carvão mineral na matriz energética no ano passado, além dos sinais de recuperação da atividade econômica no país, com resultante aumento no consumo de eletricidade.

Dados indicam que desde a recessão econômica, que se iniciou em 2008, as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) apresentavam tendência de queda. Historicamente, o carvão contribui com 40% das emissões do setor elétrico norte-americano. A administração Obama indicou que novos controles podem existir para novas instalações, além de preparar nova regulamentação para plantas termelétricas existentes.

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Projeções apontam que o carvão mineral deve continuar ganhando espaço em 2014 e 2015, enquanto o gás natural deve reduzir sua participação no setor elétrico norte-americano. As emissões em 2013 estão 10% abaixo das emissões do setor em 2005. A meta nacional de redução é de 17% em 2020, o que coloca o país próximo de atingir 2/3 de seu objetivo.

No Brasil, a tendência de aumento de emissões de GEE do setor elétrico é semelhante, já que o baixo nível dos reservatórios tem forçado o despacho de térmicas a combustíveis fósseis (gás e carvão). Dados do MCT indicam o crescimento de 223% da intensidade de carbono do Sistema Interligado Nacional (SIN), entre 2011 e 2012 . Em 2011 o fator de emissão para cada kWh produzido foi de 29,2 kgCO2, saltando para 65,3 kgCO2 por kWh em 2012. Dados, até novembro, indicam que o fator médio no ano de 2013 deve ficar em torno de 97,11 kgCO2 por kWh.

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