ISE 2017: três atitudes que fizeram da MRV Engenharia uma campeã!

Ao longo de 2016, a WayCarbon e a MRV Engenharia trabalharam juntas buscando alcançar um objetivo em comum: incluir a MRV no grupo de empresas que compõe o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBOVESPA. Após 10 meses de intensos esforços, que envolveram profissionais qualificados das duas empresas, a MRV passa a integrar oficialmente a carteira do ISE 2017, que se inicia em 02 de janeiro de 2017 e vai até o dia 05 de janeiro de 2018.

Estar dentro do ISE é participar de um seleto clube. São convidadas a participar do processo as empresas que detém as 200 ações mais líquidas da Bolsa na virada da carteira. As empresas selecionadas são, invariavelmente, reconhecidas por sua governança corporativa, boas práticas ambientais e sociais e o engajamento com o desenvolvimento sustentável.

Além do incontestável valor reputacional, pertencer ao ISE traz importantes valores aos acionistas. Desde a sua criação, em 2005, a carteira do ISE apresentou rentabilidade de +145,36% contra +94,11% do Ibovespa (Base de fechamento em 22/11/2016). No mesmo período, o ISE teve ainda menor volatilidade: 25,25% em relação a 28,05% do Ibovespa.

As etapas do ISE

O processo de seleção das empresas que compõem o ISE é realizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces) com supervisão da BMF&Bovespa. São 3 etapas:

-Primeiro, as empresas postulantes respondem a um amplo questionário que tem como objetivo aferir o nível de desempenho das empresas em 7 dimensões da sustentabilidade corporativa, como eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Em cada uma das dimensões, o questionário é estruturado a partir de conjuntos temáticos: políticas (indicadores de comprometimento), gestão (indicadores de programas, metas e monitoramento), desempenho, transparência e cumprimento da legislação. Pela abrangência e profundidade, essa parte da avaliação é capaz de captar as práticas das empresas em todas as suas áreas de negócio, desde a atuação do conselho de administração até as condições existentes na “linha de produção”.

O questionário do ciclo de 2016 foi composto por 347 questões e 1866 opções diferentes de resposta. No caso da MRV, todas as opções de resposta foram avaliadas pela equipe de consultores da WayCarbon e, sempre que uma oportunidade de melhoria das práticas existentes era observada, uma ação de melhoria era aberta e acompanhada. Foram gerenciadas nada menos que 336 ações de melhoria ao longo do projeto.

-A segunda etapa é a apresentação de comprovações para as questões marcadas. Esta é a chamada etapa qualitativa do processo, na qual é solicitado pela GVCes o envio de documentação comprobatória para uma opção de resposta de cada dimensão. A qualidade da documentação apresentada serve de referência para a veracidade e qualidade das informações apresentadas na etapa anterior. Como o prazo para a preparação do dossiê de evidências geralmente é de poucos dias, um ponto crucial do processo é ter certeza que todas as opções de resposta marcadas na primeira etapa têm sólidas evidências documentais para serem apresentadas.

-A etapa final do processo consiste em uma avaliação da imagem corporativa das empresas mais bem qualificadas pela BMF&Bovespa e de balanceamento da carteira.

MRV: um case de sucesso

MRV

Ao longo de todo o processo de preparação para o ciclo 2016/2017 do ISE, a MRV e a WayCarbon se apoiaram mutuamente. Em uma parceria de 10 meses, estivemos presentes nas etapas de diagnóstico, identificação das oportunidades de melhoria, definição do plano de ação, acompanhamento e execução das ações, preenchimento do questionário, levantamento dos documentos comprobatórios e organização dos dossiês de evidências solicitados pelo ISE. No total, foram implementadas 336 ações de melhoria, com o envolvimento de 21 áreas da MRV.

Esses números têm por objetivo promover a reflexão. Afinal, até alcançar a qualificação para compor o índice, vários pontos de atuação mereceram atenção por parte da equipe envolvida. Destes, destacamos três pontos que identificamos como fundamentais para o sucesso do trabalho. Descubra:

1) CHECK UP COMPLETO: conhecer a fundo a empresa!

O diagnóstico da empresa – o primeiro passo – é uma etapa primordial no processo de preparação para o ISE. A partir daí surge a identificação dos gaps e o acompanhamento da execução das ações. Foi ao longo do diagnóstico, por exemplo, que a MRV pôde identificar quais eram as necessidades da empresa e onde estavam as principais oportunidades de melhoria em seus processos.

O diagnóstico é promovido por meio de uma avaliação detalhada do questionário mais recente e das respostas públicas de outras empresas que compõem a carteira, numa espécie de benchmarking. Vale lembrar que, a cada ano, o índice aumenta a exigência dos questionários aplicados, uma vez que os itens listados como “desejáveis” em um ciclo passam a ser obrigatórios nos próximos. Busca-se, assim, garantir que as empresas estejam sempre avançando na temática da sustentabilidade.

O diagnóstico auxilia a identificação de centenas de possibilidades de ações disponíveis para a empresa candidata. Num segundo momento, cabe à equipe de profissionais qualificados selecionar as ações alinhadas com o planejamento estratégico da empresa em questão, num contexto completamente personalizado.

2) SINERGIA DAS EQUIPES: todos por um!

É impossível promover os ajustes e as orientações necessárias na operação da empresa candidata sem uma total confiança e colaboração de toda a equipe envolvida. Ao longo do processo de preparação para o ISE, o trabalho é realizado com alto rigor de detalhamento, dia a dia, por várias mãos. Para isso, se faz necessário que o responsável pela coleta das informações esteja em total sinergia com os profissionais da empresa candidata e que haja compromisso com a atividade em ambas as partes.

De modo geral, o segredo é que todos os profissionais envolvidos no processo, mesmo aqueles impactados indiretamente pelo diagnóstico e implementação das ações, estejam cientes da motivação de realizar as atividades, qual o contexto em que estão inseridos e qual a importância do trabalho individual para o resultado final da iniciativa. Dessa forma, não só a responsabilidade se estabelece ao longo da cadeia de atividades, mas também o senso de importância e o esforço para que a empresa saia vitoriosa do processo. Este comprometimento foi a marca da equipe da MRV!

3) SUPER FERRAMENTA DE DADOS: the secret sauce!

O questionário do ISE é bastante extenso. No total, no ciclo de 2016/2017, foram feitas 347 perguntas para as empresas candidatas, divididas em sete grandes grupos. Como todas as respostas devem ser submetidas acompanhadas de comprovação documental, o volume de dados reunidos é MUITO grande, exigindo plena organização dos profissionais responsáveis pelo trabalho. Como mencionado anteriormente, foram avaliadas 1866 opções de resposta, gerenciadas 336 ações e avaliadas a documentação comprobatória de 538 opções de resposta!

Para a preparação e submissão das respostas da MRV, neste ano, foi empregada uma ferramenta da WayCarbon que auxilia a organização e gestão dos dados. Este processo foi fundamental para conseguirmos tamanho resultado em um curto espaço de tempo! Ainda não podemos divulgar detalhes, mas no próximo ano já contaremos com uma evolução dessa ferramenta, que otimizará ainda mais o trabalho de nossos clientes que participam do ISE! Aguarde!

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Você tem mais alguma dúvida sobre o ISE? Quer saber mais sobre o ciclo 2017/2018 que vem por aí? Deixe nos comentários abaixo!

No mais, parabéns MRV Engenharia! Esperamos acompanhar vocês no próximo ciclo para mais conquistas. Vocês mereceram!

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