As melhores referências para elaborar um inventário de GEE

Em nossos últimos posts já definimos o que é um inventário de gases de efeito estufa (GEE) e já falamos do passo a passo para produzi-lo. Dentro da série “gestão de emissões”, ainda contaremos com vários conteúdos a esse respeito. No artigo de hoje, abordaremos as principais referências para que um profissional elabore um inventário de GEE ou conheça o seu funcionamento a fundo.

Siga acompanhando! Vamos abordar as referências que você NÃO pode deixar de conhecer!

GHG PROTOCOL

green house gas protocolAtualmente, a norma mais utilizada mundialmente para a elaboração de inventários corporativos de emissão de GEE é o Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol).

O GHG Protocol é uma iniciativa multi-stakeholder envolvendo ONG’s, governos e outras entidades que foram reunidas pelo World Resources Institute (WRI) e o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), em 1998. Quando criada, seu objetivo primordial foi estabelecer normas de contabilização e reporte de emissões de gases de efeito estufa que fossem aceitas e adotadas internacionalmente.

O método do GHG Protocol é um padrão de quantificação de emissões compatível com a ISO 14.064-1. (Falaremos sobre essas duas referências um pouco mais adiante!)

Além das especificações do Programa Brasileiro GHG Protocol, a iniciativa disponibiliza também as chamadas Notas Técnicas que orientam, de maneira complementar, a contabilização das emissões de GEE no Brasil. As Notas Técnicas são um fruto da pesquisa do Programa Brasileiro surgidas por demanda das organizações membro e outros stakeholders. Já estão listadas no site do Programa as Notas Técnicas para:

Definição das Categorias de Escopo 1

Emissões Agrícolas e de Mudança do Uso do Solo

Emissão de CO2 por Fabricação de Bebidas Carbonatadas

Quantificação e Contabilização de Emissões por Uso de Fertilizantes Sintéticos

Quantificação e Contabilização de Emissões por Compra de Eletricidade do Sistema Isolado do Amazonas

Emissões por Detonação de Explosivos Industriais

Emissões de GEE por Queima de Acetileno

Valores de Referência para o Potencial de Aquecimento Global (GWP) dos GEE.


Programa Brasileiro GHG Protocol

GHG Protocol BrasilEm 2008, o GHG Protocol foi adaptado para o contexto nacional, surgindo assim o Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP). Essa iniciativa é coordenada pelo GVces e pelo WRI em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), com o WBSCD e mais 27 Empresas Fundadoras.

O Programa Brasileiro organiza grupos de trabalho, junto às empresas participantes, para o aperfeiçoamento do método e desenvolvimento de novas ferramentas para a contabilização de emissões de GEE de acordo com a realidade brasileira.

Registro Público de Emissões

registro público de emissõesNo ano de 2011, foi lançado o Registro Público de Emissões de Gases de Efeito Estufa, uma plataforma online pioneira no Brasil, que auxilia as organizações na produção e divulgação de seus inventários de emissões de GEE. Seu objetivo é aumentar a transparência na divulgação dos dados, estabelecer benchmarks setoriais e sensibilizar o público para a questão das mudanças climáticas. Em 2016, o reporte de inventários de GEE para o registro público somou 199 organizações!

A ISO 14064 – PARTE 1

ISO 14064A International Organization for Standardization (ISO 14064) é uma norma internacional que está estruturada em três partes. A parte 1 é a que mais nos interessa aqui, porque ela detalha os princípios e normas de organização para a concepção, desenvolvimento, gestão e elaboração de relatório do inventário de GEE. Resumidamente, a Parte 2 está voltada para os projetos de redução de emissão ou aumento de remoção de GEE e a parte 3 para os princípios e requisitos para verificação de inventários de GEE.

 

O Intergovernmental Panel on Climate Change – IPCC

intergoO Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC (do nome em inglês) é uma organização científico-política criada em 1988 no âmbito das Nações Unidas (ONU). As metodologias de cálculos de emissão de GEE do IPCC são reconhecidas e utilizadas mundialmente. As diretrizes definidas pelo “IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories”, de 2006, fazem parte da versão mais atualizada e disponível deste documento.

Inventário de GEE para os municípios?

Ok! Até agora tratamos dos inventários de GEE para as empresas, mas você já deve ter lido que as cidades também podem fazer os seus inventários, correto? Você acha que é utilizada a mesma metodologia para a realização destes estudos para o municípios? Então leia esse adendo. As cidades estão se interessando, cada vez mais, por conhecer as suas emissões de gases de efeito estufa. Dessa forma, muitas já desenvolveram seu inventário de GEE e já até evoluíram mais uma etapa no processo de gestão de emissões, ao estabelecer planos de ação climática e legislação específica para a área.

Quer saber quais estados no Brasil já possuem legislações de GEE? Veja a relação completa aqui.

Os métodos para delimitar, calcular e reportar as emissões de gases de efeito estufa são diversos e sempre baseados em referências nacionais, locais ou até mesmo referências próprias. Entretanto, a padronização de uma metodologia pode melhorar significativamente a qualidade e a aplicabilidade dos inventários de GEE municipais. Para atender essa necessidade, o GHG Protocol, em uma parceria internacional com a rede Cities Climate Leadership Group – C40 e com a associação de Governos Locais pela Sustentabilidade – ICLEI, consolidou essas experiências na metodologia denominada Global Protocol for Community-Scale GHG Emissions – GPC. Atualmente, mais de 100 cidades em todo o mundo utilizam a metodologia do GPC para elaborar os seus inventários de emissões de gases de efeito estufa.

Ufa! Neste post você encontrou um checklist das principais referências utilizadas para o desenvolvimento de um inventário de GEE corporativo ou municipal. Restou alguma dúvida? Precisa de assessoria para elaborar o seu? Entre em contato conosco!

Não deixe de conferir também os nosso outros conteúdos da série “Gestão de Emissões”!

mudanças climáticas

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