WayCarbon apresenta relatório em evento do projeto Mata Atlântica

No dia 12 de março, a WayCarbon participou do evento “Resultados e Aprendizados do Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica” apresentando os resultados finais que compuseram o relatório “Impactos Biofísicos da Mudança do Clima na Mata Atlântica”.

O projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) no contexto da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável Brasil-Alemanha, no âmbito da Iniciativa Internacional de Proteção do Clima (IKI) do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da Alemanha. O projeto conta com apoio técnico da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e apoio financeiro do KfW Banco de Fomento Alemão.

Há 5 anos, o projeto Mata Atlântica busca promover a adaptação à mudança do clima por meio da conservação da biodiversidade e da recuperação da vegetação nativa em regiões de conservação da Mata Atlântica. Para isso, adota  a abordagem de Adaptação baseada em Ecossistema (AbE).

O projeto é composto por dois módulos: o Módulo de Cooperação Técnica, que tem como objetivo assessorar e disponibilizar serviços para o desenvolvimento conceitual e metodológico; o Módulo de Cooperação Financeira, por sua vez, procura viabilizar investimentos para a implementação de ações de conservação e recuperação da Mata Atlântica.

No evento do dia 12, as experiências e os aprendizados do projeto foram organizados em um publicação composta por duas partes: Experiências e aprendizados (Parte I) e Estudos de Caso (parte II). O objetivo da publicação é promover o aperfeiçoamento do Módulo de Cooperação Financeira, capaz de trazer impactos positivos para a conservação e a recuperação da vegetação nativa nas regiões em que o projeto atua e em toda a Mata Atlântica.

projeto Mata AtlânticaO relatório produzido pela WayCarbon teve como objetivo subsidiar o planejamento de medidas de AbE. A partir dos parâmetros climáticos gerados pelos modelos climáticos regionais*, considerando diferentes cenários de emissão até 2100, a metodologia aplicada, baseada na definição do IPCC (2014) de impacto potencial como o efeito da mudança do clima sobre um sistema, resultante entre a variação da exposição ao clima e a fragilidade socioambiental ou estrutural, foi realizada na plataforma MOVE.

Assim, após exaustivo levantamento da disponibilidade de dados, foram modelados sete impactos potenciais: inundação, evolução da erosão hídrica, deslizamento, disponibilidade de água no solo, zoneamento agroclimático, ocorrência de fitofisionomia e distribuição da dengue, para toda área de aplicação da Lei da Mata Atlântica.

Segundo Melina Amoni, consultora da WayCarbon que participou do projeto, “ Os resultados indicam a tendência de que a mudança do clima poderá afetar cada um dos aspectos analisados. Foi possível perceber que há um forte inclinação para o aumento da temperatura e para a alteração na distribuição da precipitação em toda área da Mata Atlântica, com implicações, por exemplo, na redução da disponibilidade de água no solo e de áreas com alta produtividade para as culturas analisadas, como também o aumento da área com condições climáticas favoráveis para proliferação do vetor de transmissão da dengue Aedes aegypti.

O trabalho contribuirá de forma significativa para a identificação de áreas prioritárias para aplicação de AbE e direcionamento de tomadas de decisão. Uma outra grande contribuição do projeto foi a disponibilização de todos os resultados gerados em formato GeoTIFF, que possibilita a ampla aplicação dos resultados em outros estudos na Mata Atlântica”.

*Os modelos foram disponibilizados pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos / Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

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