Energia Eólica ganha destaque no cenário elétrico brasileiro

A energia eólica vem ganhando importância no cenário elétrico brasileiro. Essa representatividade é evidenciada na atual configuração da matriz energética do país, em que a participação da geração por meio dos ventos saiu de 0,25% em 2007 para 7% da potência no início de 2017, devendo alcançar 10% após a conclusão de todos os projetos já contratados até o momento (entre aqueles com construção em andamento ou ainda não iniciada). Isso fez com que as eólicas se tornassem a terceira principal fonte de energia do país.

Matriz Energética Brasileira (2007-2017)

Matriz Energética Brasileira

Esse crescimento atraiu um volume importante de recursos para a economia brasileira. Segundo a ABEEOLICA, de aproximadamente US$ 80 bilhões investidos em energias renováveis no Brasil, desde 2006 até o ano de 2015, cerca 35% haviam sido direcionados para o segmento eólico, com um investimento acumulado de 1998 a 2015, somando US$28 bilhões.

Investimentos em Energia Eólica no Brasil (US$ milhões)

Investimentos em Energia Eólica no Brasil

Fonte: Boletim Anual ABEEólica 2015 (2016)

Dentro do cenário internacional, o Brasil também é destaque no segmento, sendo o país pioneiro nas instalações de empreendimentos eólicos na América Latina e o primeiro a implementar políticas de incentivo a essa tecnologia no continente. O mercado eólico brasileiro apresenta posição de destaque no cenário mundial, chegando a conquistar, em 2015, os postos de 9ª maior capacidade instalada, 5° maior gerador de empregos e 4° maior volume de investimentos.

Destaques Brasil no Segmento Eólico

Figura 3 - Destaques Brasil no Segmento Eólico

Fonte: Boletim Anual ABEEólica 2015 (2016) e GWEC (2016)

Segundo a ABEEOLICA, a energia eólica no Brasil foi responsável pela geração de 130.00 postos de trabalho ao longo de sua cadeia produtiva, sendo estimada a geração de 15 postos de trabalho por MW instalado entre empregos diretos e indiretos.

Ao longo dos anos 2000, portanto, o setor de energia eólica se desvencilhou dos principais obstáculos que limitavam sua atratividade e partiu de um cenário desfavorável para um novo contexto, em que as vantagens ligadas à geração de energia dos ventos se mostram cada vez mais promissoras. Entre os elementos que favorecem o cenário eólico no Brasil, destacam-se as vantagens naturais da geografia brasileira, que conferem um grande potencial para geração de energia eólica, além da complementariedade com o sistema energético já estabelecido no país.

Adicionalmente, cabe ressaltar o ganho de representatividade das discussões e acordos internacionais referentes às mudanças climáticas, em que a redução das emissões de gases de efeito estufa passa a ter maior protagonismo nas agendas nacionais.

Energia Eólica e Mudanças Climáticas

A adoção do Acordo de Paris na 21a Conferência das Partes (COP 21) da UNFCCC, realizada em 2015, representou um marco na história da política internacional. O Acordo, cujo objetivo é fortalecer a resposta global aos desafios impostos pela mudança do clima, estabelece a audaciosa meta de limitar o aumento da temperatura média do planeta a um patamar inferior a 2oC em relação aos níveis pré-industriais, com a indicação de esforços para que o limite de 1,5oC não seja ultrapassado.

O Acordo de Paris estabelece as bases para a cooperação internacional, a partir de 2020, por meio da adoção de compromissos nacionais – as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs – Nationally Determined Contributions) – e pela adoção de um processo sistemático de incremento da ambição desses compromissos.

A contribuição brasileira inclui a redução de 37% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) nacionais até 2025 (equivalente a 1.346 milhões de toneladas equivalentes de carbono – tCO2e), além de uma indicação de redução de 43% das emissões nacionais até 2030 (equivalente a 1.208 milhões tCO2e), com base nos níveis registrados em 2005.

A meta da NDC corresponde a um esforço para o conjunto da economia brasileira, com indicações de compromissos para os seguintes setores: florestal e mudança de uso da terra; agrícola; de energia; industrial; e de transportes.

As medidas apresentadas pela NDC para o setor de energia são ambiciosas e desafiadoras. Especificamente para o setor de energia, a NDC indica o alcance de uma participação estimada de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030, por meio de medidas que incluem a expansão da energia eólica na matriz.

Tendo em vista o expressivo potencial eólico brasileiro, desenvolver novos projetos permite tanto a exploração desse potencial quanto a criação da oportunidade de viabilizar novos negócios, desenvolvendo-se um ecossistema propenso à inovação tecnológica do qual podem se beneficiar novos empreendedores e projetos de elevado valor agregado e impacto econômico positivo, rumo à uma economia de baixo-carbono.

Cadeia de Energia Eólica no Brasil

Energia eólica

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