Guia WayCarbon: 5 Fontes de Gases de Efeito Estufa que merecem a sua atenção

O aquecimento global se configura como um dos principais desafios para a sociedade moderna. Apesar disso, notamos que ainda há grande confusão a respeito de suas causas. Na raiz do problema encontra-se o aumento da concentração de Gases de Efeito Estufa (GEE) na atmosfera. Quer saber mais sobre o que são Gases de Efeito Estufa e em quais processos e atividades eles originam? Este post apresenta 5 fontes de GEE que merecem nossa atenção, em especial aquelas que são relevantes para o contexto brasileiro.

O que são os Gases de Efeito Estufa (GEE)

Os Gases de Efeito Estufa são compostos gasosos capazes de absorver radiação na frequência do infravermelho, aprisionando calor na atmosfera. Ao reter calor, e à medida que as atividades humanas contribuem para o rápido aumento de suas concentrações na atmosfera, os GEE causam a ampliação do efeito estufa, causando o aquecimento global.

Aproximadamente 30% da radiação solar que atinge a Terra é refletida de volta para o espaço. Dos 70% restante, a maior parte é absorvida pelo solo e pelos oceanos e uma fração residual é absorvida pela atmosfera. Os Gases de Efeito Estufa (GEE) mais relevantes são: o vapor de água (H2O), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O).

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Onde se originam os Gases de Efeito Estufa?

De maneira geral, o Dióxido de Carbono (CO2) é emitido em processos de combustão, como em motores e caldeiras. O CO2 é o GEE mais relevante e, globalmente, tem origem principalmente (87%) na queima de combustíveis fósseis como carvão mineral, o gás natural e o petróleo. O desmatamento é a segunda principal atividade responsável pelas emissões de Dióxido de Carbono, seguida das atividades industriais como a produção de cimento.

O Metano (CH4) é principalmente originado em processos biológicos, como o tratamento de efluentes líquidos e em aterros sanitários, e nas atividades agropecuárias, principalmente na produção de ruminantes. A extração e refino de petróleo também é grande emissora de metano. Outras atividades que também incluem a produção de metano são a produção de arroz e a queima de biomassa.

Já o Óxido Nitroso (N2O) pode ser emitido em processos industriais e na agricultura. Na indústria, pode ter origem, por exemplo, na produção de ácido adípico e de alumínio. Na agricultura, tem origem na utilização de fertilizantes. Ainda, emissões de N2O podem decorrer de processos biológicos de nitrificação e denitrificação, em sistemas de tratamento de esgoto ou no solo.

 

5 Fontes de Gases de Efeito Estufa para ficar de olho!

Antes de avançarmos na nossa lista, devemos definir o que são Fontes de Gases de Efeito Estufa:

Fontes de Emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) são unidades físicas ou processos que liberam algum gás de efeito estufa para a atmosfera. Nossa lista foi elaborada tendo o contexto brasileiro como pano de fundo, mas também apresentará fontes de emissão de gases de efeito estufa que são desafios em países desenvolvidos.

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1. DESMATAMENTO

Desmatamento_WAYCARBONNo Brasil, o desmatamento é responsável por 26,7% das emissões de GEE. Ocorre majoritariamente na Amazônia, que corresponde a 14,1% das emissões nacionais. Emissões por desmatamento também podem ocorrer em empresas que possuem rápida dinâmica de uso e ocupação do solo, como a mineração, e em atividades de infraestrutura, como a construção de rodovias, ferrovias, de barragens e hidroelétricas. O desmatamento é o fiel da balança das emissões do Brasil, então vale a pena ficar de olho.

 

2. TRANSPORTE

Trânsito_WAYCARBONO transporte responde por 13,8% das emissões brasileiras. É o setor mais relevante na emissão por queima de combustíveis. É interessante notar que essa emissão de gases de efeito estufa pode ser mitigada por tecnologias dominadas e difundidas no país, como o etanol e o biodiesel. Também vale a pena ficar de olho nesse quesito, porque os veículos elétricos ou movidos por células de hidrogênio podem contribuir para tornar essa fonte de GEE irrelevante.

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3. FERMENTAÇÃO ENTÉRICA

Fermentação_WAYCARBONA fermentação entérica é responsável por 18,4% das emissões de GEE, principalmente devido ao grande rebanho bovino no Brasil. O país possui vocação para o agronegócio. Além disso, o crescimento populacional é garantia de aumento da demanda por proteína animal. Essa fonte de emissão de GEE impõe um grande desafio por depender de melhorias genéticas, de alimentação e de ganhos de eficiência na produção. Vale ficar de olho nesse fonte, porque a sua contribuição para as emissões nacionais tende a aumentar.

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4. TERMELÉTRICAS A COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

Termelétrica_WAYCARBONO setor energético contribui, no Brasil, com apenas 4,8% das emissões. Não é novidade que nossa matriz energética é uma das mais limpas do mundo, contando com 41,2% de fontes renováveis segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A meta nacional é aumentar a participação de renováveis para 45% em 2025. Mas, se tudo parece tão bem, por que devemos ficar de olho nessa fonte? Bem, apesar de possuirmos termelétricas limpas, como aqueles abastecidas por bagaço de cana, espera-se que a descoberta de novas reservas de gás natural e petróleo tornem esses combustíveis mais  financeiramente atraentes!

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5. PROCESSOS INDUSTRIAIS

Industria_WAYCARBONA indústria representa 7% das emissões de GEE no Brasil. A produção de ferro-gusa e aço é responsável por 3,1% das emissões nacionais, enquanto a produção de cimento responde por 1,7%. Os processos industriais tendem a ganhar relevância nas emissões nacionais à medida que o desmatamento seja reduzido e em que os biocombustíveis contribuam para reduzir emissões no setor de transportes. Vale ficar de olho, pois a transição da industria para uma economia de baixo carbono demandará investimentos e desenvolvimentos tecnológicos.

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Esquecemos de mencionar alguma fonte relevante? Deixe seu comentário sobre a nossa lista!

 

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